O primeiro dia do evento teve encontro inédito de autoridades de turismo da América Latina e Caribe, lançamento de plataforma inovadora da Embratur e Sebrae, premiação dedicada ao afroturismo e uma programação alinhada ao tema central da edição
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| Solenidade de abertura do WTM Latin America FOTOS: Divulgação |
A solenidade de abertura reuniu autoridades, lideranças e profissionais do setor. No palco, Bianca Pizzolito, head da WTM Latin America, apontou que o turismo vive uma renovação e sugeriu a ampliação do olhar em relação às transformações. “Temos a tendência de olhar para mudanças como rupturas quando elas são também consequência de movimento e de escuta. A WTM Latin America nunca foi um evento estático, mas um organismo que observa, absorve, se adapta e evolui”, disse.
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| Bianca Pizzolito |
OPORTUNIDADES
Claudio Della
Nina, CEO da RX Brasil, organizadora da feira, ressaltou a importância dos
eventos para a geração de oportunidades. “Essa indústria vai muito além de
encontros pontuais: ela é uma plataforma de conexões em um ambiente que
movimenta a economia, acelera setores e aproxima pessoas criando oportunidades
reais. E são as pessoas que dão sentido a tudo isso”, disse, lembrando que a
WTM Latin America ocupa um papel especial no portfólio da RX Global.
“A WTM Latin
America é um ponto de encontro estratégico para toda a indústria de turismo da
região. Um espaço onde conteúdo qualificado, inovação e networking se
transformam em negócios, parcerias e crescimento. Estamos construindo ambientes
que ajudam a moldar o futuro de vários mercados, transformando encontros em
oportunidades, ideias em projetos e conexões em resultados”, resumiu.
DEFESA DOS OCEANOS
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| Heloísa Schurmann |
Na palestra, Heloísa defendeu o turismo regenerativo como alternativa capaz de envolver comunidades, ciência e visitantes na recuperação ambiental. Ao encerrar sua fala, ela apresentou os resultados da expedição realizada pela ONG: mais de 50 lugares visitados, centenas de projetos conectados, toneladas de lixo retiradas de praias e mares em oito países e 730 dias no mar, somando 17.520 horas dedicadas ao futuro do planeta. Diante dos profissionais do setor, ela fez um convite direto à ação: “Eu tenho muita esperança nas pessoas”, afirmou.
Além de Gustavo
Feliciano, Ministro do Turismo do Brasil, representantes de outros sete países
participaram do encontro: Cristian Pos Damás, Diretor Nacional do Turismo
(Uruguai); Gloria de Léon, Ministra do Turismo (Panamá); María Paz Lagos,
Vice-ministra do Turismo (Chile); Miguel Aguiñiga Rodríguez, Titular da Unidade de Inovação,
Sustentabilidade e Profissionalização Turística (México); José María Arrúa -
Ministro de Turismo da Província de Misiones (Argentina); Harris Whitbeck,
Ministro do Turismo (Guatemala) e Ernest Hilaire, Ministro do Turismo (Santa
Lúcia).
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| Ministros do Brasil e de outros países presentes ao evento |
O turismo regenerativo, tema central desta edição, foi abordado sob diferentes perspectivas em palestras e painéis espalhados pelos espaços de conhecimento.
O
Transformation Theatre foi palco do painel “Regenerando para reconectar a
América Latina”, que reuniu Ana Duék, diretora do portal Viajar Verde; Arvey
Granada, Mestre em Marketing e Negócios Digitais; e Jorge Moller, Diretor do
programa Global Tourism Sustainable Council.
Os especialistas
destacaram a necessidade de a América Latina atuar como bloco integrado. “Somos
um continente vivo e precisamos reconectar entre nós, viajar mais entre nossos
países. Temos um grande potencial para criar uma identidade conjunta e
restaurar o valor do encontro humano. Somos um continente maravilhoso e o
turismo tem tudo para impactar de modo positivo as populações”, disse Jorge
Moller.
Ana Duék
observou que os latino-americanos estão, cada vez mais se reconectando com o
continente e suas riquezas naturais, culturais e ancestrais. “Temos muito a
descobrir e a trocar. Somos um continente muito rico. Precisamos, primeiro,
restaurar a nossa visão sobre turismo e América Latina e, sobretudo, nossa
mentalidade”, disse ela, enfatizando a necessidade de pensar o turismo a partir
do destino e seus habitantes.
Para Arvey,
além dos patrimônios naturais e culturais, a região tem como grande diferencial
a hospitalidade de seus povos, que estão sempre de braços abertos. “Somos
hospitaleiros. O que precisamos é sentir mais os nossos patrimônios e
fortalecer o nosso pertencimento como povos diversos e, ao mesmo tempo, tão
iguais. Compartilhamos as mesmas dores e culturas”.
Na palestra
“Transformando Destinos Turísticos Através da Regeneração”, a presidente e
Cofundadora do Instituto Aupaba, Luciana De Lamare, apresentou uma visão franca
e desmistificadora sobre a essência e as consequências do turismo regenerativo.
“É fundamental ouvir quem está no território que será impactado”, iniciou. Ela
chamou a atenção para importância de ter uma visão sistêmica dessa vertente,
saindo da lógica mercadológica para entender o território em seus diferentes
níveis, necessidades e potencialidades. “Não podemos usar o turismo
regenerativo como marketing, mas utilizar-se dele para promover melhorias
reais”, adverte.
A especialista
mostrou que territórios e negócios podem se transformar em experiências
inovadoras, sustentáveis e capazes de gerar impacto positivo para comunidades e
visitantes. Isso, lembrou a palestrante, passa pelo entendimento da
espiritualidade em seu sentido de conexão entre pessoas e propósitos. “A
consciência das dores e dos problemas é o primeiro passo para a renovação e
conexão”, finalizou.
Fricções e
intercâmbios entre a academia e o mercado deram o tom do painel “Turismo
Regenerativo: discussões e prática”. Sob a mediação de Jaqueline Gil,
pesquisador do LETS-UnB, a conversa reuniu os acadêmicos Loretta Bellato,
Pesquisadora Adjunta, Swinburne University of Technology; Dr. Cemil Kilic,
Diretor, Istanbul Convention and Visitors Bureau; e Thiago Allis, Professor
Associado de Lazer e Turismo na Faculdade de Artes, Ciências e Humanidades da
EACH – USP.
Pioneira no
estudo do tema, Loretta destacou que o turismo regenerativo deve catalisar e
impulsionar a vida do lugar, refletindo na saúde e bem-estar, e orientou: “A
comunidade precisa sempre direcionar as decisões de modo que as intervenções
proporcionem integração e alinhamento com os processos naturais”, disse,
pontuando que o turismo regenerativo é um movimento global em plena expansão.
Jamil ressaltou
a importância do turismo para recuperar a história e os valores sociais,
culturais e econômicos. “O turismo regenerativo permite que um destino se
reposicione por meio de sua história e patrimônios. Para que isso aconteça é
imprescindível colocar a comunidade no centro, gerando pertencimento e ocupação
dos espaços”, defende.
Já Thiago Allis
lembrou que é preciso trazer o turismo regenerativo para o dia a dia das
empresas e das relações em seus diferentes espaços e laços comunitários. “O
Brasil é uma referência em turismo comunitário. O turismo abre muitas
possibilidades e caminhos, e precisamos trabalhar para que isso seja feito da
melhor maneira possível, gerando riquezas e valorização”.
O dia também foi marcado pelo lançamento oficial da “Desbrava”, plataforma criada pela Embratur em parceria com o Sebrae para apoiar a internacionalização do turismo brasileiro e democratizar o acesso de destinos e empresas nacionais de diferentes portes ao mercado turístico internacional. A plataforma reúne capacitação, inteligência de mercado, dados, conteúdos estratégicos e uma comunidade digital, com o objetivo de preparar desde microempreendedores até grandes empresas do trade turístico para atuar de forma qualificada e alinhada no cenário internacional, o que também visa fortalecer a competitividade do Brasil no cenário internacional.
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